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modelações xxv




A escrita adormeceu no aparo, quero dizer, nos interstícios dos nervos, nas oscilações do imaginário; ficou distante como planta ainda no casulo da sua semente; 2024 já corre, e esta furtiva dedicação revestindo o alçapão cáustico do coração, estremece; pequenos gritos na incerteza delicada e amarga, pequenos nós na dúbia vontade, ao olhar enlaçado surpreendendo na ribanceira aquelas diminutas flores; o abanar balançante de metrónomo do pedúnculo, arquitecta o espaço em leque, solidificando-o no tempo; do ligeiro vento ao passar, soltam-se da sombra uns pontos vivos de amarelos limão sinalizando a viva luz, que se entrega à terra abnegada e sem remorsos. A escrita parte do elo que a atormenta, da liquidez da vontade, e como fio de neblina no sangue, ressurge – não está aposentada! É nas vísceras que o coração se exila, que os sentimentos adornam como as flores nas valetas; a garganta estrangula-se um pouco no recato da voz titubeante descendo aos precipícios; resta um amargo açúcar, e as suas vestes dançam num palco imaginário.







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